quarta-feira, 4 de maio de 2011

Grêmio 'imortal' tenta virar vantagem da Católica

Momento do clube gaúcho não é bom tanto dentro quanto fora de campo 

Apresentação Universidad Catolica x Grêmio  
Grêmio tenta, no Chile, reverter a vantagem da Universidad Católica; clube gaúcho passa por momento complicado
Eduardo Moura
Porto Alegre (RS)
O momento não é nada bom. Na verdade, o momento é totalmente contrário para o Grêmio. Não há nenhuma situação favorável aos tricolores na partida diante do Universidad do Chile, nesta quarta-feira, às 21h50. Derrota em casa na Libertadores, perda de clássico, polêmicas fora de campo e grupo reduzido. Quando o contexto não é bom, como agora, resta ao Tricolor gaúcho apelar para a dita 'imortalidade'.
O problema mais próximo aconteceu depois de domingo. A perda do Gre-Nal demonstrou fragilidade do Grêmio dentro de campo em relação ao rival e forçou a realização de mais dois Gre-Nais no Gauchão. No entanto, o pior foi o esfacelamento físico do grupo.
Só no clássico de domingo, foram mais três desfalques do grupo titular. Fábio Rochemback, Willian Magrão e Gabriel tiveram lesões musculares e ficam fora não só da Libertadores mas também só voltam no último Gre-Nal do Gauchão. Só Rochemback pode atuar neste fim de semana, inclusive ficou fora da viagem para o Chile se preparando para o clássico.
- Com certeza, é um momento difícil. Temos muitos desfalques. Tem que ver e incorporar o histórico do Grêmio, é o que nos resta. Quem entrar em campo, tem que montar uma equipe boa e compacta, já que não temos nada a perder. Temos que atacar e procurar os gols a todo o momento. Não podemos nos retrancar, temos que buscar o gol – explicou Adilson.
Além dos problemas do time, há ainda as questões fora do campo. Borges não tem tido boas atuações dentro de campo. Na primeira partida com o Universidad Católica, deu uma cotovelada em Henríquez e foi expulso ainda no primeiro tempo. No Gre-Nal, depois de apresentação apagada, jogou longe o primeiro pênalti das cobranças decisivas. Após o jogo, Renato Gaúcho afirmou que o centroavante era assunto interno dele e da diretoria.
Outra polêmica recente no Grêmio foi a dispensa de Carlos Alberto após apenas três meses de clube. As atitudes fora de campo levaram a diretoria a liberar o atacante, que não volta ao Vasco da Gama. Mesmo tendo um jogador a menos na lista da Libertadores, preferiu o desligamento do jogador. Será nestas condições que o time terá que reverter o problema na Libertadores.
Pelo lado chileno, o Universidad Católica joga com a vantagem. Por isso, o técnico Juan Antonio Pizzi deu orientações bem específicas a sua equipe. Quer que seus comandados girem a bola e envolvam o Grêmio com toques.
- Estamos pensando em fazer uma boa partida. Eles trocam bem a bola e são muito perigosos. Não se pode confiar muito em si contra uma equipe assim. Com a posse da bola podemos desesperar eles – disse Meneses ao jornal El Mercurio.
Em seus domínios, o Universidad Católica jogou oito vezes nos últimos dez anos. E a informação não é boa para o Grêmio: são cinco vitórias, dois empates e uma derrota. Na Libertadores deste ano, no entanto, está bem dividido: ganhou uma, empatou outra e perdeu uma.

Com 'guia' Romerito, torcida do Flu embarca para o Paraguai

Voo fretado rumou para Assunção com ídolo do Flu a bordo

Romerito no embarque (Crédito: Bruno Braz)  
Romerito dá autógrafos aos torcedores no embarque para o Paraguai (Crédito: Bruno Braz)
Bruno Braz 
 Rio de Janeiro (RJ)
No início da tarde desta quarta-feira, 110 torcedores que adquiriram o pacote "Tricolor em toda terra", rumaram para Assunção, no Paraguai, onde à noite assistirão a partida entre Fluminense e Libertad (PAR) pelas oitavas-de-final da Copa Santander Libertadores. A atração ficou por conta do "guia" da excursão. Nada menos do que Romerito, ídolo do clube e que tem nacionalidade paraguaia.
Sempre sorridente e solícito, ele distribuiu fotos e autógrafos com os fãs. O presidente Peter Siemsen (vestido com a camisa 9 do Flu) e alguns membros da diretoria também estavam a bordo.
Romerito, com o tradicional bom-humor, brincou com a quantidade de "convidados" que estava levando para sua terra natal:
- Se eu tivesse que fazer o churrasco para todo mundo que iria ser complicado - disse aos risos.
O paraguaio, ex-jogador do Tricolor na década de 80, também fez questão de agradecer a homenagem e parabenizar a ação de marketing do clube.
- Fico lisonjeado com uma homenagem dessa. Já tinha ficado bastante emocionado no jogo no Engenhão, e agora estou tendo esta oportunidade novamente. Esta nova diretoria está fazendo um belo trabalho e ações de marketing muito boas para o clube.
O pacote "Tricolor em toda terra" ofeceria um vôo fretado, ao preço de R$ 1.600, com direto a passagem ida e volta, ingresso para o jogo, jantar em uma churrascaria em Assunção, translado para o estádio, além de um kit com camisa oficial (com número e nome de Romerito) e boné do clube. No aeroporto, o torcedor era recebido por uma equipe de instrutores e tinha um guichê exclusivo.
A venda começou no último sábado, dia 30 de maio, e em menos de 24 horas todos os pacotes se esgotaram.

 

Rafael salva! Santos empata em 0 a 0 no México e vai às quartas da Libertadores

Rafael segura a pressão do América-MEX (Foto: Alex Cruz/EFE)
Ciro Barros
São Paulo (SP)
Em jogo tenso e com grande atuação do goleiro Rafael, o Santos conseguiu superar a pressão do América-MEX, fora de casa, e segurou um empate em 0 a 0 no jogo de volta das oitavas de final da Copa Santander Libertadores. Com o resultado, o Peixe avança às quartas-de-final da competição.
Antes da competição sul-americana, o Santos volta às suas atenções ao Paulistão. O time da Vila Belmiro encara no próximo domingo, no Pacaembu, a partida de ida da final do Campeonato Paulista, diante do Corinthians.
Pela Libertadores, o Peixe espera o vencedor do jogo entre Cruzeiro e Once Caldas nesta quarta-feira, na Arena do Jacaré, para conhecer seu adversário nas quartas-de-final. A Raposa venceu a primeira partida, na Colômbia, por 2 a 1.
Os dois períodos da partida foram bem distintos. No primeiro tempo, o jogo teve um predomínio da marcação e do posicionamento defensivo. No segundo, foi a vez da correria entrar em campo. No fim, Rafael brilhou e o Peixe conseguiu o que precisava para avançar.
Predomínio tático
No início do primeiro tempo, a equipe mexicana começou pressionando o time santista. Com a bola, os atacantes do América-MEX se colocavam atrás dos laterais santistas e corriam para dentro da área, em diagonal. Defensivamente, o time alternava o 3-5-2 e o 4-4-2, com Montenegro chegando bastante ao ataque.
Contudo, a pressão não foi muito efetiva neste início de jogo. Taticamente, os volantes do Santos voltaram para auxiliar na marcação, mas essa movimentação comprometeu a saída para o ataque. O panorama mudou a partir dos 15 minutos, quando o Peixe equilibrou a partida.
O Santos também teve pela frente um time bem postado defensivamente, que não permitiu a aproximação e penetração na área e também dificultou a troca de passes, mesmo nos contra-ataques. Resultado: no primeiro tempo, o Santos chegou pouco ao gol e arriscou cruzamentos e chutes de longa distância.
O América-MEX, por sua vez, também abusou das bolas alçadas, mas conseguiu levar perigo e criar as melhores chances: com a cabeçada de Mosquera, aos 23, e o cruzamento de Montenegro, aos 30, mas foi só. E assim terminou um primeiro tempo de predomínio tático.
Efeito inverso
Se no primeiro tempo a marcação prevaleceu, na segunda etapa o predomínio foi da movimentação. O Santos começou pressionando a equipe do América-MEX e tentando definir a partida, enquanto o time mexicano contra-atacava.
A temperatura do jogo subiu muito e, em menos de dez minutos, três jogadores do América-MEX levaram cartão amarelo. Assim como fez na semifinal do Paulistão diante do São Paulo (vitória por 2 a 0), o técnico Muricy Ramalho substituiu Zé Eduardo por Bruno Aguiar.
Contudo, a mexida teve o efeito inverso. Diante de um time mais bem postado defensivamente do que o São Paulo foi no Paulistão, o ataque santista foi neutralizado pela defesa mexicana e o time atraiu a equipe mexicana para si.
O que se viu, então, foi um verdadeiro bombardeio ao gol de Rafael em chutes de longa distância e bolas alçadas. Aí brilhou a estrela do goleiro santista, que fez pelo menos três ótimas defesas. Contudo, a pressão não foi suficiente e o jogo ficou empatado em 0 a 0.

sábado, 30 de abril de 2011

Palmeiras x Corinthians: 'Traições' esquecidas

Fabbi e Bianco entraram para a história do clássico paulista como os primeiros vira-casacas

Fabbi, à esquerda, e Bianco, à direita, os precursores

Autor do primeiro gol da História do Corinthians, no duelo com o Estrela Polar, em 14 de setembro de 1910, Luiz Fabbi Filho tinha tudo para se tornar o primeiro grande ídolo corintiano. Tinha. Mas o motivo da "ingratidão" ele somente entenderia décadas depois.
Em 1915, revoltado por ter perdido lugar entre os titulares para o filho de um diretor, que doou dinheiro ao clube, Fabbi foi para Palestra Itália, onde jogava seu irmão Maturo Fabbi. Naquela época, uma simples mudança. Hoje, forte traição por conta da rivalidade alimentada ano a ano. E tudo isso para realizar apenas um jogo pelo novo time.
Mas Fabbi não foi o primeiro vira-casaca da história de Corinthians e Palestra Itália, que passou a se chamar Sociedade Esportiva Palmeiras em 1942. Já imaginou cinco corintianos defendendo as cores alviverdes? Pois bem, foi o que aconteceu na primeira partida do Palestra Itália, em 24 de janeiro de 1915, realizada em Sorocaba.
Diante do Savóia, pela Taça Savóia, o Palestra Itália, que havia feito um grande apelo por meio do jornal “Fanfulla” para conseguir formar um time de futebol que consagrasse a colônia italiana, escalou Fúlvio, Police, Bianco, Américo Fiaschi e Amílcar Barbuy, que eram jogadores do Corinthians.
Naquela época, por se tratar de um clube varzeano, o Palestra podia escalar jogadores de outros times. E a estratégia surtiu efeito de imediato. Com gols de Bianco e Alegretti, ambos de pênalti, o Alviverde venceu por 2 a 0.
Com a maior estruturação do Palestra Itália em 1916, os cinco corintianos se viram em uma encruzilhada: Qual time escolher? Apenas Bianco, que já havia conquistado o título paulista de 1914 pelo Corinthians, aceitou o desafio de seguir no Palestra. Centro-médio (hoje, volante) no início da carreira, ele virou zagueiro durante a nova empreitada. Nos 14 anos seguintes, três títulos estaduais, braçadeira de capitão e unanimidade entre os torcedores.
Fim de história? Que nada. Em meados de 1926, aos 34 anos, o defensor voltou a vestir a camisa alvinegra em um amistoso contra a Seleção da Apea. Na ocasião, o Corinthians foi goleado por 8 a 4. É, Bianco já não era mais o mesmo...
Principais Vira-Casacas
Cláudio
Palmeiras (1942)
Corinthians (1945 a 1957)
César Maluco
Palmeiras (1967 a 1974)
Corinthians (1975)
Leão
Palmeiras (1969 a 1978 e 1984 a 1986)
Corinthians (1983)
Viola
Corinthians (1988 a 1995)
Palmeiras (1996 a 1998)
Neto
Palmeiras (1989)
Corinthians (1989 a 1993 e 1996 a 1997)
Rivaldo
Corinthians (1993 e 1994)
Palmeiras (1994 a 1996)
Antônio Carlos
Palmeiras (1993 a 1995)
Corinthians (1997)
Rincón
Palmeiras (1994 e 1996 a 1997)
Corinthians (1997 a 2000 e 2004)
Edílson
Palmeiras (1993 a 1994 e 1995)
Corinthians (1997 a 2000)
Luizão
Palmeiras (1996 e 1997)
Corinthians (1999 a 2002)
Gamarra
Corinthians (1998 e 1999)
Palmeiras (2005 e 2006)
Paulo Nunes
Palmeiras (1998 e 1999)
Corinthians (2001)

Vasco x Flamengo: primeira decisão no Engenhão

Engenhão (Foto: Gilvan de Souza)
LANCEPRESS!
Quando Vasco e Flamengo pisarem no gramado do Engenhão, neste domingo, para decidirem a Taça Rio, estarão diante da nova realidade do futebol carioca. Com a volta do Maracanã prevista apenas para 2013 devido à Copa do Mundo, no ano seguinte, os dois times terão de escrever capítulos da eterna rivalidade em um novo templo.
Esta será a primeira vez que um duelo decisivo entre os rivais será disputado fora do antigo maior estádio mundo, depois de sua construção, em 1950. Foram inúmeras finais, sempre com casa cheia e que arrastavam multidões, diferentemente do que vai ocorrer nesses próximos anos.
Para o jogo de domingo, por exemplo, uma carga de 36.143 ingressos foi colocada à venda. Somando as gratuidades, o público presente deve ser de pouco mais de 40 mil pessoas.
Bem pouco, perto do que acontecia nos anos dourados do futebol. Até os anos 80, era comum o Maraca receber mais de 100 mil torcedores, como lembra o jornalista Luiz Mendes.
– Não havia cadeiras nas arquibancadas, o torcedor tinha a geral e isso causava uma superlotação. Hoje, onde cabiam três, só cabe um.
Testemunha ocular de jogos inesquecíveis entre Flamengo e Vasco, com o estádio abrigando rendas exorbitantes, Luiz Mendes revela um tom nostálgico por não ver mais públicos de um passado cada vez mais distante. No alto de sua experiência, com 16 Copas do Mundo no currículo, o comentarista destaca a sua preferência em relação ao tema:
– Para a imprensa em geral era muito bom ter um público de 100, 150 mil pessoas. Depois das regulamentações da Fifa, nunca mais teremos um estádio com essa capacidade.
Vasco e Fla decidiram um título fora do Maracanã apenas uma vez. Em 1944, o Rubro-Negro conquistou o Campeonato Carioca, atuando na Gávea. O jogo terminou 1 a 0, com um gol controverso de Valido.
JOGO POLÊMICO NA GÁVEA
A única decisão de fato fora do Maracanã, entre Flamengo e Vasco, gerou muita discussão no meio esportivo carioca em plena Segunda Guerra Mundial. Em outubro de 44, no estádio da Gávea, um lance marcaria a vida de muitos torcedores e de um argentino em especial. Depois de ser chamado às pressas para o duelo decisivo, o atacante Valido fez o gol do título rubro-negro depois de cometer uma falta no zagueiro Argemiro, segundo relatos da época.
O fato curioso é que o jogador já havia se aposentado do futebol, e só foi convocado para a missão porque o Fla perdera seus atacantes

Mata-mata é com Muricy! Santos vence São Paulo e vai à final

Neymar, Ganso e Elano foram decisivos na vitória do Santos em cima do São Paulo (Foto: Tom Dib)

São Paulo x Santos (Foto: Tom Dib)  
Neymar, Ganso e Elano foram decisivos na vitória do Santos em cima do São Paulo (Foto: Tom Dib)
Felipe Castro
São Paulo (SP)
Muricy Ramalho saiu do São Paulo com a imagem muito desgastada em 2009. Com o estigma de "amarelão" em fases eliminatórias, o treinador pode, enfim, ir à desforra justamente contra o ex-time dois anos depois. Com uma alteração sua que mudou os rumos da partida, o Santos de Muricy venceu o São Paulo por 2 a 0 em pleno Morumbi, na tarde deste domingo, e se classificou para as finais do Campeonato Paulista.
Os gols de Elano, de cabeça, e de Ganso põem o Peixe na decisão do Paulistão, para enfrentar o vencedor de Palmeiras e Corinthians no próximo domingo. Os arquirrivais jogam a outra semifinal neste domingo, às 16h, no Pacaembu.
A vitória santista representa a quinta eliminação seguida do São Paulo em semifinais do Estadual. Depois de São Caetano, em 2007; Palmeiras, em 2008; Corinthians, em 2009; Santos, em 2010 e agora em 2011, o Tricolor contabiliza mais um mau resultado em mata-mata no Campeonato Paulista.
O Peixe, por outro lado, chega à terceira final seguida na competição. Muricy Ramalho também curte momento de rei na Vila Belmiro: o treinador ainda está invicto no comando do Santos.
O San-São deste domingo teve emoção do começo ao fim. O Peixe, que teve as melhores chances do primeiro tempo mas viu o arquirrival crescer de produção ainda na etapa inicial, conseguiu chegar à vitória graças a dois fatores: a visão tática de Muricy Ramalho, que aproximou Ganso e Elano do ataque ao sacar Zé Eduardo no intervalo; e a individualidade dos Meninos da Vila. Neymar e Paulo Henrique Ganso só não fizeram chover na segunda etapa!
Torcedores do São Paulo fazem homenagem a Ceni (Foto: Tom Dib)
SAN-SÃO À MIL POR HORA
Nada de precaução! Como o Peixe tem o América (MEX) pela frente em Querétaro na próxima terça-feira, a expectativa era de que alguns jogadores titulares fossem preservados e não jogassem o San-São. Ledo engano. Nenhum jogador santista quis ficar de fora da decisão e Muricy Ramalho acabou escalando força máxima. Pelo lado do Tricolor, Carpegiani, a não ser pela ausência de Lucas, machucado, também tinha praticamente todos os titulares à disposição. Espetáculo formado! 
O Santos queria repetir o desempenho da primeira fase, quando bateu o Tricolor na Arena Barueri por 2 a 0, na quinta rodada. E a partida começou do jeito que o torcedor gosta: com velocidade e chances para ambos os lados.
A tônica do primeiro tempo acabou sendo a desatenção dos defensores, presas fáceis para os rápidos homens de ataque - das duas equipes. Logo a 2 minutos, Alex Silva bobeou na entrada da área e foi desarmado por Neymar. A Joia invadiu a área e finalizou com o pé esquerdo, Rogério tocou e a bola beliscou a trave tricolor.
Na sequência, Marlos fez o mesmo que Neymar, desarmou um desatento Danilo na intermediária e disparou rumo à área. O camisa 11 são-paulino só parou em Durval, que o travou na hora do chute.
Discreto, Ganso reservou alguns bons momentos para aparecer - e ser decisivo. Aos 18, ele enxergou Léo livre na esquerda e o lateral chutou forte, para boa defesa de Rogério. Doze minutos mais tarde, quem viu Léo, muito participativo em campo, foi Neymar. A Joia deu um belo toque de calcanhar e Léo foi travado por Xandão no momento derradeiro.
O São Paulo, jogando com a torcida a favor, precisava equiparar forças e mostrar seu arsenal. E Dagoberto, responsável pela classificação do Tricolor às quartas de final da Copa do Brasil, levou o time adiante. Aos 32, Dagol fez fila e chutou de esquerda. Um minuto depois, ele aproveitou falha de Jonathan - mais um defensor dando bobeira no clássico - e arrematou para boa defesa de Rafael. Na sobra, Ilsinho ainda parou na muralha santista novamente.
O Tricolor sentiu o aviso de Dagoberto e passou a agredir mais o rival. A partir daí, as tabelas entre Ilsinho, Jean e Marlos pelo lado direito, à exemplo das partidas do São Paulo contra o Goiás, voltaram a surtir efeito e a levantar a torcida no Morumbi.
Se a primeira etapa não terminou da maneira como começou, de forma alucinante nos primeiros minutos, ao menos deu a promessa de um segundo tempo ainda mais saboroso.
No intervalo, um fato inusitado: Muricy Ramalho, que saiu do São Paulo de forma conturbada em 2009, viu seu nome ser cantado por torcedores tricolores no Morumbi.
Muricy Ramalho foi aplaudidos pelos são-paulinos (Foto: Ivan Storti)
MUDANÇA FATAL
Já sem o sol forte dos primeiros 45 minutos, o Santos começou ditando as regras da segunda etapa. Com o zagueiro Bruno Aguiar no lugar de Zé Eduardo, Muricy voltou ao seu esquema predileto, o 3-5-2, aproximou Ganso e Elano do ataque e fez Jonathan participar efetivamente da partida.
Primeiro, Neymar colocou o camisa 4 na cara do gol, mas Juan atrapalhou o santista na hora do chute. Em seguida, a Joia enxergou Jonathan novamente no lado oposto do ataque. Já dentro da área, o ex-cruzeirense hesitou em chutar e cruzou para Léo emendar torto. Neymar quase aproveitou de letra.
O São Paulo parecia atrapalhado no começo de segundo tempo e nem mesmo o apoio vindo das arquibancadas parecia mudar o panorama do jogo.
O que parecia inevitável, e que começou com a alteração de Muricy, aconteceu: o Santos abriu o placar do San-São, com Elano, aos 15 minutos. Ganso recebeu na área, ganhou da zaga adversária e cruzou, ou melhor, colocou a bola na cabeça do camisa 8. Gol de Elano, para abrir o marcador no Morumbi!
Elano comemora gol que abriu a vitória do Santos (Foto: Ivan Storti)
O Tricolor, em um momento de desespero, se lançou ao ataque, especialmente após a entrada de Fernandão. Com investidas atabalhoadas, o São Paulo esperava uma sobra na área para que o camisa 15 aproveitasse. Mas a defesa do Peixe estava atenta, e jogou nos colos de Paulo Henrique Ganso a responsabilidade de decidir o jogo.
E ele correspondeu! Aos 27, o maestro do Peixe lançou Neymar e a Joia se viu diante de dois marcadores dentro da área. Como um jogador experiente, Neymar parou a jogada e enxergou Ganso vindo por trás. O camisa 10 tocou de primeira e deu números finais ao jogo.
Nos minutos finais e com 2 a 0 á favor, Muricy ganhou uma pequena dor de cabeça. Elano se esticou para afastar bola na área e sentiu o músculo adutor da coxa direita. O meia pode ser dúvida para a decisão contra o América (MEX), na terça-feira.
Coube ao Tricolor tocar a bola e tentar abrir espaços, mas a tão criticada zaga do Santos manteve-se impenetrável. 2 a 0 e terceira final seguida do Santos em Campeonatos Paulistas. Depois de perder para o Corinthians em 2009, o Peixe bateu o Santo André em 2010 e agora aguarda Palmeiras ou Corinthians para buscar o bicampeonato estadual.
As duas equipes ainda têm compromissos em competições paralelas. São Paulo encara o Avaí na próxima quarta-feira, em partida válida pelas quartas de finais da Copa do Brasil, no Morumbi. Um dia antes, o Santos duela com o América (MEX), em Querétaro, pelas oitavas da Copa Santander Libertadores.

Rio de Janeiro derrota o Osasco e conquista a Superliga feminina

Unilever campeã da Superliga (Foto: Alexandre Arruda/CBV)  
Unilever sagrou-se campeã da Superliga 2010/11 (Foto: Alexandre Arruda/CBV)
LANCEPRESS!
Belo Horizonte (MG)
Após quatro canecos seguidos, a Unilever acabou ficando com o vice-campeonato em 2010, justamente para a equipe de Osasco. Mas nesta temporada, o time do Rio de Janeiro conseguiu a revanche e ficou com o título da Superliga feminina de vôlei, garantindo a hegêmonia na competição.
Na manhã deste sábado, Unilever e Sollys/Osasco fizeram uma final emocionante, mas quem levou a melhor foi a equipe do Rio de Janeiro que ganhou por 3 sets a 0, parciais de 25-23, 30-28 e 25-19, no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte.
Esta foi a sétima final seguida entre o time carioca e o Osasco. Com o título, a equipe do técnico Bernardinho conquista o heptacampeonato da Superliga e se garante como a equipe mais vencedora da competição. A equipe paulista vem logo atrás com quatro conquistas.
O primeiro set começou eletrizante com um rali bastante disputado e as duas equipes brigando ponto a ponto. Com um forte bloqueio, a Unilever chegou a construir uma pequena vantagem no placar, mas o Osasco conseguiu o equilíbrio da partida após a primeiro tempo técnico.
Mari e Sheilla mostravam força para a equipe carioca, que tinha no bloqueio o ponto forte (cinco no primeiro set). Já pelo lado do Osasco, Natália e Sassá se destacavam. O final do set foi movimentado, mas as duas equipes erravam muito. Depois de uma bronca de Bernardinho, as meninas da Unilever acertaram a mão e, após um bloqueio duplo, fecharam o set em 25-23.
O Sollys/Osasco voltou mais ligado no segundo set, mas, após dois pontos de vantagem, viu a equipe carioca se recuperar e virar após erro de ataque de Natália. Assim como na primeira etapa, a partida seguia equilibrada com as duas equipes se revezando na frente do marcador.
A equipe paulista aproveitou de dois bloqueios de Thaísa para voltar a abrir dois pontos de vantagem, mas a Unilever logo se recuperou com três pontos seguidos.
Os minutos finais do segundo set acabaram sendo emocionantes. Depois de vários ralis, Osasco e Unilever se revezavam  e levavam a torcida ao delírio. Sassá chegou a deixar as paulistas em vantagem, mas Sheilla mostrou mais eficiência e fechou o set para a Unilever após um ace, 30-28.
O terceiro set serviu para mostrar a força da equipe do técnico Bernardinho. A Unilever chegou a abrir sete pontos no marcador e administrava a vantagem graças aos pontos de Sheilla, grande destaque do confronto. Mesmo demonstrando bastante garra, o Sollys/Osasco errava muito. Sassá foi o destaque da equipe, mas o título já estava nas mãos das meninas da Unilever.

Juliana e Larissa vencem e vão à final da etapa chinesa do Circuito Mundial

Juliana e Larissa (foto) foram campeãs da etapa de Brasília do Circuito Mundial de vôlei de praia no último fim de semana Juliana e Larissa (foto) foram campeãs da etapa de Brasília do Circuito Mundial de vôlei de praia no último fim de semana

Da Redação, com Lancepress

Campeãs da etapa de Brasília do Circuito Mundial de vôlei de praia no último fim de semana, Juliana e Larissa conquistaram a vaga para mais uma final na temporada, desta vez na etapa de Sanya, na China. Na madrugada deste sábado, a dupla venceu as compatriotas Talita e Maria Elisa na semifinal da competição por 2 sets a 0, com parciais de 21/18 e 24/22.

Na decisão, que será realizada neste domingo, Juliana e Larissa terão pela frente as chinesas Chen Xue e Zhang Xi, que derrotaram as americanas Kerri Walsh e Misty May por 2 sets a 0, com parciais de 21/13 e 10/8. No segundo set, May acabou se lesionando e a dupla norte-americana abandonou a partida.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Classificação do Campeonato Potiguar

2° Turno
Pos Time PG J V E D GP GC SG AP
1º ABCABC 25 9 8 1 0 16 3 13 92.5926%
2º América RNAmérica RN 19 9 6 1 2 22 4 18 70.3704%
3º BaraúnasBaraúnas 14 9 4 2 3 16 11 5 51.8519%
  Palmeira/RNPalmeira/RN 14 9 4 2 3 14 11 3 51.8519%
5º Santa CruzSanta Cruz 12 9 3 3 3 14 11 3 44.4444%
6º Corinthians-RNCorinthians-RN 11 9 3 2 4 11 16 -5 40.7407%
7º CentenárioCentenário 10 9 3 1 5 5 17 -12 37.0370%
8º Potiguar-MOSPotiguar-MOS 9 9 3 0 6 9 15 -6 33.3333%
9º AssuAssu 8 9 2 2 5 13 21 -8 29.6296%
10º AlecrimAlecrim 5 9 1 2 6 4 15 -11 18.5185%

Resulatdo do Campeonato Potiguar

2° Turno
27/04/2011
HORA / LOCAL EQUIPES
(15:30) JOSÉ NAZARENO
(Encerrado) 
Palmeira/RNPalmeira/RN 0 x 2 América RNAmérica RN 
(20:30) FRASQUEIRÃO
(Encerrado) 
ABCABC 4 x 1 Corinthians-RNCorinthians-RN 
(20:30) NOGUEIRÃO
(Encerrado)
BaraúnasBaraúnas 1 x 1 AlecrimAlecrim 
(20:30) EDGARZÃO
(Encerrado)
AssuAssu 2 x 5 Potiguar-MOSPotiguar-MOS 
(20:30) 9 DE JANEIRO
(Encerrado)
CentenárioCentenário 1 x 0 Santa CruzSanta Cruz 

ABC goleia Corintians e conquista título antecipado do 2º turno do Estadual

Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR
O ABC conquistou o título do 2º turno do Campeonato Estadual de forma antecipada e invicta na noite desta quarta-feira ao vencer por 4 a 1 o Corintians de Caicó no Frasqueirão. Com o resultado, o alvinegro terminou a competição na liderança com 25 pontos, seis a mais que o vice-líder América que ficou com 19.
O regulamento da FNF previa que caso a diferença entre os dois primeiros colocados fosse maior que três pontos, o líder seria campeão direto, sem necessidade de jogos finais. Os gols do alvinegro foram marcados por Leandrão duas vezes, Ederson e Cascata enquanto o Corintians descontou com Roquete.
Além da taça do 2º turno, o ABC conquistou a vaga para a Copa do Brasil e decisão do Estadual contra o Santa Cruz, além de um carro 0 km oferecido pela FNF. O primeiro jogo da decisão será no próximo domingo às 17h no estádio Iberezão e o jogo da volta no dia 8, no estádio Frasqueirão.
O Jogo
Mesmo sabendo que seria campeão mesmo com o empate, o ABC não mediu esforços para sair em busca da vitória. Na primeira chance aos 5 minutos, Gabriel cobra falta na meia-lua que desvia na barreira e vai para escanteio.
Aos 30, o Corintians novamente chegou com perigo, em falta cobrada por Skilo para defesa de Wellington. Aos 40, em lance polêmico, Leandrão tromba com o goleiro do Corintians e a bola vai para as redes abrindo o placar. Jogadores do Corintians reclamaram de falta, mas árbitro confirmou o gol. Enquanto o o ABC ainda comemorava, no último lance aos 47, o zagueiro Roquete completou cruzamento de cabeça e empata o jogo em 1 a 1.
No segundo tempo, o ABC continuou dominando a partida e os gols pareciam questão de tempo. Aos 5, Leandrão chutou forte e a bola foi na trave do Corintians. Porém mais uma vez Leandrão aos 25 não perdoou e cabeceou sem chances para Cimar fazendo seu segundo gol na partida.
O Galo do Seridó continuou sem levar perigo e o ABC marcou o terceiro aos 27 com Éderson aproveitando sobra de bola na área. Para fechar o placar, o craque Cascata, arriscou belo chute de fora da área e fez um golaço fechando o placar em 4 a 1 e garantindo o título alvinegro para festa da frasqueira.